SETOR HOTELEIRO MIRA CLIENTES QUE BUSCAM TRANQUILIDADE NO CARNAVAL
14Fev

SETOR HOTELEIRO MIRA CLIENTES QUE BUSCAM TRANQUILIDADE NO CARNAVAL

Setor hoteleiro mira clientes que buscam tranquilidade no Carnaval

Após retração nos anos de crise, redes esperam ocupação média de 95% para o período festivo; valorização da moeda norte-americana deve aquecer procura de brasileiros por destinos locais

Com expectativa de registrar 95% de ocupação neste Carnaval, o setor hoteleiro tem como uma de suas apostas o público que busca tranquilidade em vez dos blocos de rua. Entre os desafios, está a crise econômica na Argentina, que pode comprometer a chegada dos tradicionais hóspedes para a data comemorativa.

“Após observarmos queda nos últimos três anos no setor, o litoral norte de São Paulo, por exemplo, deve chegar próximo da ocupação completa para o período de Carnaval. Também registramos nesse período o aumento do número de turistas estrangeiros, especialmente uruguaios”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (Abih-SP), Bruno Hideo.

De acordo com o dirigente, a maioria dos estrangeiros sul-americanos tem optado por pacotes fechados e familiares em locais das regiões Sudeste e Sul do Brasil, os quais são mais baratos em relação a outras localidades como o Nordeste.

Segundo dados da entidade, a região Sul registrou taxa média de ocupação de 60,7% durante todo o ano de 2018, alta de 4,1% sobre o ano anterior. O Sudeste, por sua vez, obteve avanço de 6,6% na mesma base de comparação, chegando a 57,8% da hospedagem. Já o Norte teve o melhor desempenho, com incremento de 17,7% na base interanual, resultando em 56,1% de ocupação total.

A rede de hotéis Residence dos Búzios e Byblos prevê uma menor demanda por parte dos hóspedes argentinos neste Carnaval. “Temos estimativa de ocupação de 85% para a data. Há uma retração do número de reservas realizadas por argentinos e chilenos, além da diminuição de voos regulares desses países para o Rio”, relata o proprietário do grupo hoteleiro, Thomas Weber.

Com pacote de R$ 4 mil por quatro noites para o período, Weber explicou que a alta do dólar pode desestimular planos de viagens internacionais dos turistas brasileiros e impulsionar um maior movimento por destinos nacionais. “Pode ser que o câmbio ajude a compensar a redução de estrangeiros nas reservas”, disse. Além disso, o executivo conta que existe um maior movimento de famílias e casais pela compra desses pacotes.

O grupo hoteleiro diRoma, de Caldas Novas (GO), espera ocupação de 100% para o Carnaval deste ano. “Nosso público geralmente é bastante fiel. A maior parte é de famílias em busca de descanso e tranquilidade nesse feriado”, diz o superintendente do grupo hoteleiro, Aparecido Sparapani, ressaltando que um dos principais atrativos da região são as águas termais do Centro-Oeste do Brasil.

De acordo com ele, os pacotes costumam variar entre R$ 1 mil e R$ 3,5 mil. A oscilação de valores ocorre conforme a estrutura da unidade, a qual pode oferecer, ou não, o acesso aos parques aquáticos. Ainda segundo Sparapani, a grande maioria dos hóspedes do complexo é de brasileiros.

Na avaliação do diretor de operações da plataforma comparadora de preços Kayak, Eduardo Fleury, em 2019 há uma queda na busca por destinos internacionais e perspectiva de crescimento para viagens no território nacional para o Carnaval. “Com a alta do dólar, registramos uma grande busca por destinos nacionais, sobretudo para praias brasileiras”, afirmou Fleury.

Segundo o levantamento realizado pela empresa, em 2018 os destinos mais procurados foram Salvador (52%), Recife (46%), São Paulo (40%), Belo Horizonte (37%), Florianópolis (36%), Fortaleza (25%) e Rio de Janeiro (18%). Além disso, o levantamento indica redução média de 24% no preço das passagens aéreas para este Carnaval em relação ao ano passado.

Carnaval de rua

O presidente da Abih-SP conta que outro movimento que tem impulsionado o turismo nos grandes centros é a cultura dos blocos de rua. “Nos últimos anos, vemos também a evolução do Carnaval de rua, o que tem estimulado o segmento de hotéis super econômicos”, declarou o dirigente.

Ainda de acordo com o dirigente, os blocos de rua também atraem turistas sul-americanos em busca de opções mais baratas do que os tradicionais destinos do Brasil. “Atualmente, os estrangeiros representam em torno de 5% do total de participantes desses blocos de rua”, diz Hideo, lembrando o fato de que o perfil de gastos dos turistas latinos é tradicionalmente semelhante aos brasileiros dentro desses eventos de rua.

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